A indústria da borracha e do plástico está passando por uma transformação decisiva. Avanços em automação, cobranças ambientais cada vez mais rigorosas, aumento da complexidade dos materiais e demanda crescente por eficiência energética estão redesenhando o setor.
Para 2026, esse movimento intensifica-se. Gerentes e supervisores de produção terão um papel central na adaptação das plantas industriais às novas exigências de produtividade, qualidade, rastreabilidade, redução de custos e sustentabilidade.
Neste artigo, você encontrará as principais tendências que estão moldando o futuro da borracha e do plástico, com foco em automação, eficiência energética e sustentabilidade, pilares estratégicos que impactam diretamente o dia a dia das operações industriais.
O contexto global: porque 2026 será um ano de virada para o setor
- Mercado aquecido e demanda crescente por modernização
O setor mundial de máquinas para processamento de plásticos passa por uma fase de expansão. Segundo estimativas da Fortune Business Insights, o mercado global, avaliado em US$26,3 bilhões em 2025, deve chegar a mais de US$41 bilhões até 2035, impulsionado pela modernização das plantas industriais, pela demanda crescente por produtos poliméricos e pela digitalização da produção.
Para gerentes e supervisores, isso significa aumento da competitividade e maior pressão por eficiência, inovação e confiabilidade na produção.
- Pressões ambientais e regulatórias aceleram a mudança
As discussões globais sobre poluição plástica e economia circular ganharam força após a ONU avançar em resoluções para reduzir drasticamente os resíduos plásticos até 2030. Além disso, organizações como Plastics Europe e Ellen MacArthur Foundation reforçam que a indústria precisa migrar urgentemente de um modelo linear para um modelo circular.
Isso afeta diretamente o setor industrial, que precisará adaptar processos de mistura, extrusão, calandragem e reciclagem para:
- reduzir desperdícios
- reutilizar material
- melhorar eficiência energética
- garantir rastreabilidade e controle de qualidade
- Digitalização e automação como resposta à competitividade
A automação industrial, amplamente difundida em setores como automotivo e químico, está ganhando velocidade também no setor de borracha e plástico.
Relatórios da McKinsey apontam que a digitalização pode reduzir a variabilidade de processo em até 30% e aumentar a eficiência das plantas em até 25%.Para setores sensíveis a controle de temperatura, pressão, torque e consumo energético, a automação deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.
Na prática, esse novo contexto impõe uma pergunta concreta para quem lidera a produção: como preparar as plantas industriais para esse novo nível de exigência sem perder eficiência, competitividade e previsibilidade operacional?
É justamente a partir dessa necessidade que se consolidam as principais tendências que vão direcionar investimentos, projetos e modernizações na indústria de borracha e plástico em 2026.
A seguir, destacamos os pilares que já estão moldando esse cenário.
Tendência 1: Automação industrial e digitalização
Por que investir em automação em 2026
A automação impacta diretamente os resultados que gerentes e supervisores buscam todos os dias: produtividade, segurança, repetibilidade e redução de custos.
As principais razões incluem:
- Consistência entre lotes: processos de mistura, extrusão e calandragem dependem de precisão e estabilidade.
- Menor dependência de operação manual: reduz erros e aumenta uniformidade.
- Monitoramento contínuo: com dados em tempo real.
- Manutenção preditiva: sensores detectam falhas antes que se tornem interrupções.
- Integração com planejamento e controle de produção.
Como isso se aplica à borracha e ao plástico
Na prática, automação significa:
- CLP para controle de velocidade, pressão, temperatura e fricção.
- Supervisórios que registram desempenho, consumo energético e carga dos rotores.
- Sistemas integrados para rastreabilidade total da mistura.
- Alarmes pré-programados para inconsistências de processo.
A digitalização otimiza decisões, aumenta a confiabilidade e reduz desperdícios, com impacto direto na competitividade.
Tendência 2: Eficiência energética e controle de processo
3.1 Por que eficiência energética é prioridade absoluta
Em misturadores internos, abertos, extrusoras e calandras, a eficiência energética remete ao controle térmico que é muito importante para:
- tempo de mistura
- estabilidade do composto
- propriedades mecânicas
- homogeneidade e repetibilidade
- consumo energético
Investir em eficiência térmica reduz custos e aumenta qualidade.
Tecnologias que impulsionam eficiência térmica
Tendências de mercado para 2026 incluem:
- Cilindros com furação periférica para circulação de fluido
- TCUs para aquecimento e resfriamento de alta precisão
- Controle automático de temperatura por zonas
- Supervisão térmica integrada ao CLP
- Instrumentação avançada para monitorar setpoints, torque e consumo
Essas tecnologias aumentam a estabilidade, reduzem a variabilidade e permitem trabalhar com compostos mais complexos, inclusive reciclados.
Tendência 3: Sustentabilidade e economia circular
Por que a conversão para o modelo circular será acelerada em 2026
Segundo a Ellen MacArthur Foundation, a transição para economia circular é inevitável e exigirá reestruturação completa das cadeias de produção. O setor de borracha e plástico que é altamente dependente de polímeros, é diretamente impactado.
Caminhos práticos para implementar sustentabilidade na produção
Para plantas industriais, isso significa:
- Reduzir desperdícios por meio de automação
- Reutilizar materiais
- Implementar processos de revalorização interna
- Trabalhar com misturas com porcentagem de material reciclado
- Garantir controle de qualidade mesmo com materiais alternativos
- Minimizar consumo energético através de controle térmico mais eficiente
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Empresas que investirem em processos sustentáveis ganham vantagem:
- melhores condições comerciais
- reputação positiva
- acesso a mercados exigentes
- conformidade com regulatórios
- redução de custos no médio e longo prazo
O que isso significa para gerentes e supervisores de produção
Gerenciar produção em 2026 significa:
- operar com maior precisão
- tomar decisões baseadas em dados
- reduzir variabilidade
- garantir confiabilidade e rastreabilidade
- manter competitividade mesmo com custo de matéria-prima crescente
- cumprir exigências regulatórias
- planejar modernização do parque industrial
Investir nessas tendências não é luxo: é uma estratégia de sobrevivência e crescimento.
Como a Copé se conecta com esse futuro
A Copé, com mais de 86 anos de atuação, está alinhada a cada uma dessas tendências:
- Equipamentos projetados com foco em controle térmico e robustez
- Soluções orientadas à automação e integração
- Reformas, retrofit e manutenção para ampliar vida útil
- Desenvolvimento de equipamentos com padrões globais
- Suporte técnico especializado
- Tecnologia nacional reconhecida em vários países
Para quem comanda linhas produtivas e busca confiabilidade, performance e longevidade, a Copé é um parceiro estratégico.
Recomendações práticas para 2026
Para áreas de produção:
- Avalie se seu parque atual atende às demandas de automação.
- Monitore indicadores de consumo e desempenho.
- Considere retrofit em máquinas estratégicas.
- Priorize controle térmico, principal fonte de ganho de qualidade.
- Implante ações de economia circular e redução de desperdícios.
- Busque equipamentos que atendam às normas internacionais.
- Invista em treinamento e qualificação técnica da equipe.
A indústria da borracha e do plástico está mudando e 2026 marca o início de um ciclo de transformação acelerada, movido por automação, eficiência energética e sustentabilidade.
Profissionais que lideram produção têm agora a oportunidade de:
- modernizar processos
- reduzir custos
- aumentar confiabilidade
- atender exigências ambientais
- ampliar competitividade no mercado
E empresas de engenharia como a Copé têm papel crucial nesse processo, fornecendo soluções, conhecimento e tecnologia para que a indústria avance com segurança, robustez e performance.
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